6 de ago de 2013

Cobertura rende-se ao charme eterno do Rio


Ipanema, Copacabana, Santa Teresa… Esses nomes míticos e as imagens paradisíacas que os acompanham brotam em nossos imaginários à simples evocação do Rio de Janeiro. A bela cidade, no entanto, não se entrega ao primeiro olhar e ainda preserva alguns segredos bem-guardados. Entre eles, o bairro da Urca figura em boa posição.
Encravada entre o mar e o famoso Pão de Açúcar, essa pequena faixa de terra sem saída, fechada por um forte militar, é uma das joias da baía. Preservado do turismo, esse bairro residencial oferece não apenas autenticidade e segurança raras, mas igualmente algumas das vistas mais lindas da antiga capital do Brasil.
É por sua localização única, em frente ao mar e com vistas para o Corcovado e o Pão de Açúcar, que o discreto proprietário britânico da Ipanema Contemporary Living, especialista em imóveis de luxo, optou por instalar lá seu apartamento tríplex ? uma extravagância de espaço digna do Novo Mundo. E foi o arquiteto paulistano Arthur Casas, autor de várias realizações de prestígio no Rio, que recebeu a incumbência da transformação de um velho apartamento familiar em uma das mais belas coberturas da cidade.
Em apenas 15 meses, o arquiteto transformou completamente os dois últimos andares de um pequeno edifício dos anos 1970 e adicionou um novo andar que abriga um cômodo voltado para o Pão de Açúcar e um terraço com vista excepcional para a Baía de Guanabara. Para explorar o melhor dessas paisagens dramáticas, Arthur Casas repensou totalmente as plantas e fachadas, integrando os ambientes e acrescentando superfícies transparentes em todo o apartamento.
O sucesso é garantido. Logo na entrada ? no segundo nível da cobertura, por uma porta corrediça ?, o espaço aberto e voltado para a baía nos deixa imediatamente sem fôlego. Fiel aos preceitos do modernismo tropical, Casas nos convida a uma comunhão com a paisagem, suprimindo os limites entre interior e exterior.
Em cerca de 3 mil m², o arquiteto desenvolve sua assinatura, feita de apuro, mobiliário vintage brasileiro, arte contemporânea com influências étnicas e uma paleta harmoniosa de tons naturais claros ? beges, brancos e marrons na linha de frente. Essa elegância típica de seus projetos, sem ostentação, desdobra-se em uma noção tipicamente brasileira de limites móveis entre os espaços das vidas privada e social, graças às imensas divisórias escamoteáveis, que podem aumentar ou diminuir o espaço em um estalar de dedos.
Porém, o verdadeiro tesouro reside no último andar da cobertura. Uma passarela de vidro conduz ao terraço e à piscina, pensada para refrescar os moradores nas horas mais quentes do ano. De lá, resta admirar, em silêncio e por longos minutos, uma das mais belas vistas do mundo e o balé dos aviões que sobrevoam a baía para pousar no Aeroporto Santos Dumont. Um outro Rio. (CÉDRIC MORISSET)

Fonte: http://revista.casavogue.globo.com


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