5 de ago de 2013

Apartamento: Conexão mágica

Tudo se encaixa no apê de 43 m² da arquiteta Fernanda Milani. Com as intervenções dela e de Rodrigo Angulo, aberturas e portas de correr revelam e isolam ambientes, os eletros se inserem em nichos sem roubar espaço, os materiais dão toques de calor. Fantástico!

Depois de muitos projetos concluídos para terceiros, a arquiteta Fernanda Milani se deparou com os seus próprios anseios. Era hora de transformar o sonho em realidade. “Ali estava o apartamento que eu tanto queria.” Para dar os contornos ideais à sua nova morada, ela contou com a ajuda do amigo e também arquiteto Rodrigo Angulo.
A planta original de 43 m2 do apartamento em Moema, São Paulo, acenava com o desafio de conectar os espaços sem revelar a intimidade. As soluções começaram pela derrubada de algumas paredes e pela escolha acertada dos materiais. O living foi integrado à cozinha e à sala de jantar e separado da suíte por uma coluna com portas de correr embutidas. “Com essa ideia, dá para reconfigurar os ambientes em qualquer situação”, afirma Rodrigo. A dupla instalou ainda painéis de bambu prensado entre a parte social e a área funcional da casa – cozinha e lavanderia, juntas –, deixando à mostra apenas o elemento vazado circular, que dá personalidade ao apê. “É uma espécie de assinatura”, revela Fernanda.
A cozinha é puro aproveitamento de espaço: os eletrodomésticos foram “encaixados” no projeto, aumentando o espaço útil do layout. No chão desse ambiente, o ladrilho hidráulico cinza dá notas contemporâneas ao décor, mesma bossa do cimento queimado que tinge a parede da entrada e das molduras e guarnições retilíneas que destacam portas e rodapés. Na sala de jantar, a marcenaria sem excessos destaca a cristaleira de freijó, colocada acima da mesa de jantar de Fórmica azul-clara. Nesse ambiente, outra peça que arrebata os visitantes é o lustre-buquê, com lâmpadas dimerizadas em vez de flores.


O dormitório desponta com ares românticos, com direito a painel floral de MDF vazado e objetos garimpados no baú da avó. Mais adiante, o corredor virou um moderno closet. Ao fundo, o espelho que recobre o acesso ao toalete conferiu amplitude ao lugar. “O branco foi uma escolha proposital para aumentar o cômodo”, pontua Angulo. No banheiro, os olhos são direcionados para o patchwork colorido de azulejos que revestiu o nicho em “L” do boxe.
Há quem diga que o arquiteto é um construtor de sonhos – premissa da qual Fernanda e Rodrigo acham certa graça. Mas se as fantasias podem ser alcançadas, certamente precisam dos croquis e das pranchetas a postos. E disso eles não duvidam.
Fonte: http://revistacasaejardim.globo.com

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