7 de jan de 2010

Casa mais sustentável



Casa ma
is sustentável
Todo mês, a seção “Planeta Casa”, da revista Casa Claudia, apresenta idéias e produtos com design moderno, criados com a preocupação de não impactar o meio ambiente e tornar sua casa mais sustentável

Giuliana Capello
Revista Casa Claudia – 09/2009


QUAL A MELHOR LÂMPADA?
Elas foram vedetes na época do apagão. Com a promessa de economizar até 80% de energia, as lâmpadas fluorescentes tomaram o lugar de milhares de incandescentes. Hoje, especialistas ponderam que a substituição precisa de critérios. "Ao acender, a fluorescente consome quase 50% mais do que gasta para se manter ligada", explica Carlos Eduardo Uchôa Fagundes, presidente da Abilux (Associação Brasileira da Indústria de Iluminação).

Por isso, em locais de uso intermitente, sua vida útil diminui e ela pode perder a vantagem econômica. "A incandescente, nessas condições, é mais adequada. Use um sensor de presença ou um dimmer a fim de reduzir o consumo", ensina o designer Guinter Parschalk, especialista em iluminação. "Em ambientes que pedem aconchego, a incandescente ainda é insubstituível", avalia o designer Fernando Prado. Na comparação, esse tipo de lâmpada leva vantagem em outros dois pontos: é produzida no Brasil (diferentemente dos bulbos compactos, importados basicamente da China) e tem reciclagem bem mais simples.

DESCARTE RESPONSÁVEL
Cerca de 6 milhões de lâmpadas fluorescentes são descartadas anualmente no Brasil. A reciclagem, porém, não chega a 4% desse total. "É um problema ambiental em função da presença do mercúrio, que vai para o solo e os lençóis freáticos", alerta Carlos Pachelli, da Tramppo, tel. (11) 3039-8382, São Paulo, empresa que recicla o material. Em São Paulo, as lojas Dominici e La Lampe passaram a coletar o resíduo dos clientes. Outras recicladoras:

• Bulbox, tel. (41) 3357-0778, Curitiba.

• Brasil Recicle, tel. (47) 3333-5055, Indaial, SC.

• Recitec, tel. (31) 3213-0898, Belo Horizonte.

Procure uma perto de você: http://www.coletasolidaria.gov.br/

Integração com a natureza

Escolha natural
Numa praia preservada, uma jovem família paranaense ergueu seu refúgio em sintonia com a natureza







Eliana Medina e Raphaela de Campos Mello
Revista Arquitetura & Construção – 10/2009



A viagem de Curitiba ao Porto de Paranaguá, no litoral paranaense, dura uma hora. Até a ilha das Peças, são mais 25 minutos de lancha. Esse trajeto é percorrido nos fins de semana com prazer por um casal e a filha, de 2 anos.

Quando desembarcam, chegam ao chalé de 80 m2 erguido de frente para o mar, com a devida autorização do Ibama, responsável pela preservação do local. "O órgão só permite construir em terrenos onde há ou havia uma edificação. E a mesma área deve ser mantida", explica Olga Bergamini, arquiteta curitibana que assina o projeto. "Estruturas de alvenaria também são proibidas", complementa.

Como os donos são apaixonados por madeira, essa restrição não se tornou um problema. Coube, então, à profissional criar uma moradia pequena, que abrigasse três quartos, churrasqueira e varanda, usando um sistema pré-fabricado. O telhado recebeu atenção especial. "Os proprietários não gostam das típicas duas águas. Por isso, propus beirais largos e um jogo de 16 planos seguindo a planta em H", diz Olga. A obra durou oito meses e terminou em junho de 2008.

A viagem de Curitiba ao Porto de Paranaguá, no litoral paranaense, dura uma hora. Até a ilha das Peças, são mais 25 minutos de lancha. Esse trajeto é percorrido nos fins de semana com prazer por um casal e a filha, de 2 anos.

Quando desembarcam, chegam ao chalé de 80 m2 erguido de frente para o mar, com a devida autorização do Ibama, responsável pela preservação do local. "O órgão só permite construir em terrenos onde há ou havia uma edificação. E a mesma área deve ser mantida", explica Olga Bergamini, arquiteta curitibana que assina o projeto. "Estruturas de alvenaria também são proibidas", complementa.

Como os donos são apaixonados por madeira, essa restrição não se tornou um problema. Coube, então, à profissional criar uma moradia pequena, que abrigasse três quartos, churrasqueira e varanda, usando um sistema pré-fabricado. O telhado recebeu atenção especial. "Os proprietários não gostam das típicas duas águas. Por isso, propus beirais largos e um jogo de 16 planos seguindo a planta em H", diz Olga. A obra durou oito meses e terminou em junho de 2008.

Projeto em detalhes: